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A Casa da Poesia, por meio do GIP – Grupo Itinerante de Poesia, reúne-se às primeiras e terceiras quartas-feiras de cada mês na ASIP, Associação dos Inativos e Pensionistas da UFPB.

A reunião vai das 15 às 17 horas e se destina à divulgação da poesia dos poetas participantes e de poetas conhecidos que eles adotaram como HOMENAGEADOS.

A entrada é franca e liberada a qualquer interessado em ter momentos de lazer e cultura, sem compromissos de qualquer ordem ou necessidade de associar-se a uma entidade.

Os que não são poetas, mas declamam ou apenas gostam de ouvir poesia, cantam ou gostam de música, estão também convidados.

A ASIP fica na Av. Epitácio Pessoa, 621. Os que usam carro podem usar o acesso da parte de trás, na Av. Rio Grande do Sul.

Quem desejar informações pode ligar para (83) 3247-9070/9332-2674 e falar com Octávio Caumo Serrano.

Apareçam por lá. É muito agradável!

Que prazer pode ter um jornalista
De mostrar os segredos de uma arte,
Se o sigilo do marketing faz parte
Pois é fruto de luta e de conquista.

Eu vi nesta Olimpíada muito artista
Preparando seus fogos e estandartes,
Com luzes que se viam até de marte,
Mas vieram os piratas plantonistas.

No mercado desse mercenarismo,
Onde o furo sucede o egoísmo
O respeito já há muito foi perdido.

E a festa que devia ser surpresa,
Não passou de reprise de beleza.
Porque tudo já era conhecido.

No Evangelho se aprende que o perdão
Deve ser concedido a toda gente,
Pois só assim alguém que esteja doente
Poderá, incontinênti, ficar são.

Só extirpando do pobre coração
As mágoas que se alojam de repente
Poderemos ficar logo contentes
E vivermos com mais satisfação.

O perdão faz mais bem a quem concede
Porque o outro, na hora que o recebe,
Poderá nem saber que fez o mal.

Mas aquele que abriga no seu peito
Mágoa e ódio, por si não tem respeito;
Viverá como um ser irracional!

Eu queria fazer muitos poemas…
Nem que fosse um só a cada dia,
Porque me agrada a arte da poesia,
Já que nela analiso os meus dilemas.

Mesmo sendo, quem sabe, fantasia,
Com eles eu me livro das algemas
E posso libertar-me das celeumas
Que fazem do viver monotonia…

Mas para ter tal versatilidade
É preciso que a alma da saudade
Venha me ver em cada cotidiano…

Só assim posso ter inspiração
E do fundo arrancar do coração
Qualquer mágoa, tristeza ou desengano!