Regava eu o meu jardim, descontraído,
E o trabalho estava quase terminado,
Mas, de repente, vejo um potro, bem suado,
Junto a uma égua. Era a mãe que o havia parido.
.
Por sobre o muro, pus então direcionado
O jato d’água, sobre o chão tão ressequido.
O cavalinho ali chegou e eu, embevecido,
Observava-o a beber do respingado.
.
Logo depois foi-se chegando a mãe, a égua,
Bebeu também aproveitando aquela trégua
Que se instalara entre mim e aquele bicho.
.
Alteando o beiço relinchou e me sorriu.
Dessedentada, passo calmo, ela saiu,
Enquanto o filho ainda bebia a água esguicho.
…..
Do Livro “O Grande Mar”, 2002.
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