A que se destina o verso? Perguntamos neste dia, quando nós comemoramos a data da poesia…


Recomendamos a todos, que façam muitos poemas, ressaltando as coisas belas e denunciando os problemas, sabendo que, pelas rimas, mudamos velhos sistemas.
Com a poesia alertamos que miséria e incompetência caminham de braços dados, porque produzem violência, e devemos defender para que haja mais decência.
Ante a desonestidade que graça neste país, pode o poeta mostrar porque se é infeliz, já que é a impunidade, junto a muita leviandade, sua maior geratriz.
Podemos aproveitar e reclamar neste dia, contra os abusos do homem envolvendo a ecologia, sujando rios e mares, pondo fumaça nos ares, destruindo fauna e flora.
Nunca se viu como agora tanta ganância e maldade; quer no campo ou nas cidades, estamos nos suicidando e os governos contemplando dizendo que irão estudar e estudos intermináveis vão gerando miseráveis que nem têm onde morar
Reclamem, caros poetas, sem deixar de ser estetas, contra o mal que nos assola. Busquem com força as idéias, divulgue-as entre as platéias, pois essa é a nossa pistola.
Claro que também podemos fazer uns versos de amor, ensinar a perdoar, livrando-se do amargor, seguindo  a grande receita que nos deixou o Senhor.
O importante, porém, será que ao lê-los ninguém irá ridiculizá-los, porque serão tão bem feitos, que lhe darão bom conceito e irão imortalizá-lo.
Seja na trova ou soneto, nos versos brancos ou  pretos, que tenham mensagens claras, mesmo sendo cantoria, com repentes, ironias, belezas dos paus-de-arara.
Como os abolicionistas, que com seus pontos de vista se mostraram poetas bravos, levando versos à praça, defendendo a negra raça e libertando os escravos, vamos deixar nossa marca, ante as idéias tão parcas dos governos, dos ladrões, dos gananciosos e avaros, homens todos sem preparo em suas parcas funções.

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