Se perguntar, seriamente,
Qual a maior das virtudes,
Qual de todas atitudes
Deixa o homem mais contente?

Alguns lhe responderão
Que é ser cidadão honesto,
Mas outros dirão: -Detesto
Ser pobre, sem um tostão!

Querem ganhar mais dinheiro
E não importa a que preço
Nem se provoca um tropeço,
Só querem estar em primeiro.

Importa-lhes ser alguém,
Inserir-se no contexto,
Mesmo inventando um pretexto
Para ser um “gente-bem”.

Querem ser relacionados
Pelas colunas sociais
E na lista dos dez mais
Sempre estar relacionados.

Dez mais o que, não se sabe…
Mas eu quero aconselhá-lo,
Espero escute o que eu falo,
Antes que o poema acabe:

-Aqui ninguém é contrário
A que se tenha prazer,
Mas é preciso saber
Viver com pouco salário.

-Não inveje gente rica
E nem fique perturbado,
Pois se o ganho é mal ganhado
Só desgraça ele fabrica.

-Jamais despreze a bondade,
Zele por suas atitudes,
E não se esqueça, as virtudes
São filhas da honestidade!

Do livro “Luz no Túnel” – 1998 
 

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