Cristino Pimentel  

Nasceu em Campina Grande em 22 de julho de 1897 e faleceu em 31 de dezembro de 1971.

Autodidata, teve  alguns professores que o ensinaram a ler.Desde os nove anos de idade foi sapateiro (ofício que aprendeu com dona Pretinha) e ferreiro (orientado pelo seu Manoel Grosso). Assim ganhou a vida por algum tempo.

Trabalhou em várias casas comerciais, vendeu jogo de bicho e bilhetes de loteria,  até que decidiu  ter seu próprio negócio. Procurou local e encontrou, ironicamente, o andar térreo de uma casa desocupada pela prefeitura onde, 16 anos antes, ele iniciara a profissão de tipógrafo no jornal “Correio de Campina”.

Ali criou a sua famosa “A Fruteira”, inaugurada em 1 de março de 1928. A partir de 1933, passou a vender, além de frutas, bebidas, fumos, especiarias, doces, bolos, etc. Com o passar do tempo, Cristino ficou mais conhecido como cronista, pois escrevia desde 1934, o que atraia ao local do seu comércio os intelectuais, poetas, professores, artistas e boêmios.

Escrevia muito para o Diário da Borborema, O Norte e A Imprensa. Publicou quatro livros, o que são uma ínfima parcela da sua vasta produção literária: “Dois Poetas”, “Pedaços da História da Paraíba”, “Abrindo o Livro do Passado” (Volume 1), Pedaços da História da Paraíba (Volume 2).Em 1 de março de 1953, depois de 25 anos, A Fruteira encerrou suas atividades quando os poetas e os intelectuais em geral perderam seu mais importante espaço para lazer, divulgação dos seus trabalhos e exercício do intelecto.

Depois de sua morte, foi lançada mais uma obra de sua autoria: “Mais um Mergulho na História Campinense!” Deixou ainda outros trabalhos menos divulgados.

Esse foi Cristino Pimentel. Muito mais se poderia dizer dele. Mas como apresentação do patrono, penso que basta. É um orgulho para mim que ele me empreste o seu nome para valorizar-me como acadêmico. Que eu sempre faça jus ao que recebi. 

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