Mentira!
A paz que tanto divulgamos é a paz da preguiça, da festança e da baderna. A paz que respeita para que o outro também tenha paz ainda não existe no ser humano.
Um exemplo?
Estamos no mês de julho do ano de 2007 e no Rio de Janeiro realizam-se os jogos pan-americanos, um entrelaçamento de paz entre quarenta e dois paises que participam com suas modalidades esportivas, numa competição aparentemente saudável.
Aparentemente, porque se trata de uma verdadeira guerra. Só interessa a vitória e a qualquer preço.
Já no dia da abertura o Presidente da República foi vaiado a ponto de delegar a honraria de abrir os jogos ao Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, o Sr. Carlos Arthur Nuzman. Uma demonstração de incivilidade do povo carioca que confundiu o presidente com o símbolo do país que recepcionava os visitantes como cordial anfitrião. Mostraram para o mundo o povinho que nós somos.
Nem vale argumentar que o presidente lá está porque nós o colocamos na posição de mandatário maior, por duas vezes. Gostamos do que vimos nos primeiros quatro anos e decidimos repetir a dose. Mas nós somos levianos mesmo. Diante da mínima contrariedade jogamos tudo no lixo. Logo!…
Mas não parou por aí, para mencionar apenas mais um episódio, agora no Maracanãzinho.
Diante da possibilidade de uma ginasta brasileira conquistar uma medalha (bronze), o público que só sabe assistir a jogos de futebol, vaiava as americanas, senhoras absolutas da competição (ganharam as três medalhas), para que elas se descontraíssem e cometessem erros que beneficiassem a brasileira.
Não deu certo, nem quando uma menininha chino-americana caiu na saída do salto e o incivilizado público aplaudiu, gozando a desgraça de uma jovem semi-criança que carregava uma tonelada de responsabilidade em suas costas ainda frágeis.
Como alguém pode desejar a paz se a sua paz é conquistada com a guerra que trava com o concorrente e a sua paz deve independer do sucesso e da paz do outro. Utopia!…
A festa é bonita, os estádios estão modernos, a tecnologia avança e os atletas se dedicam, superando-se a cada dia!  Mas o povo, ah! nós o povo, continuamos o mesmo!…

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