De que adiantou, num certo mês de maio,
Num dia 13, dar-se a liberdade,
Sem dar depois uma oportunidade,
Àqueles pobres negros, uns garraios…

A multidão tratava-os qual lacaios,
Eram discriminados na cidade,
Pois aquela alforria, na verdade,
Não deixava que fossem nem lambaios.

A utopia do fim da escravatura,
Sem dar qualquer apoio à criatura,
Foi gesto rude, eivado de inclemência.

A lei  tirou o negro das senzalas,
Para depois, cobrando-lhe alcavalas,
Deixá-lo pelas ruas, na indigência.

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