Eu faço verso e gostaria de ter
Uma editora que me desse apoio,
Pois tão suave como a água do arroio
O verso é o sangue do meu próprio ser.

Ele me chega como que em comboio
Com as mensagens de um amanhecer
Ou quando o sol já corre a se esconder,
Enquanto o trigo cresce e afoga o joio…

A toda hora o verso me assedia,
Num arrebol, de noite, em pleno dia,
Com mil idéias que chegam no ar…

Ele só quer me ver sempre diserto,
Que tenha algo de anotar por perto,
E algum papel para eu o enclausurar!…

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