Feliz de quem encontra um dia um galho,
Como aquele que abriga um passarinho,
Para ali construir também seu ninho,
Sem nunca se sentir como espantalho.

Implorando algum gesto de carinho,
Às vezes nos sentimos qual frangalho,
Driblando a solidão só com o trabalho,
Porque é triste na vida ser sozinho.

Por que é que as casas nunca viram lares
E os casais não conseguem formar pares,
Pois vivem próximos, mas nunca juntos?!

Será por isso que, na despedida,
Talvez, por ter consciência corroída,
É que choram nas campas seus defuntos? 

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