O amor vive nas mansões
Mas é feliz nas favelas,
De janelas sem cortinas,
De cortinas sem janelas.
De mulheres peregrinas,
Das senhoras, das donzelas,
Onde são reverenciadas,
Tão especiais que são elas!

O lixo às vezes é luxo
O luxo às vezes é lixo…
O requinte é tão banal
Que o mais simples, sem capricho,
Mostra um amor sublimado,
Trocado em leves cochichos,
Por sentir, um pelo outro,
Um frenesi, um rabicho…

Não se iluda com a fartura,
Que existe, aparentemente,
Ela vem nos enganando
Pondo dor em tanta gente.
Porque é na singeleza
Que reside, irreverente,
O doce sonho da vida,
Aquilo que é transcendente!…

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