Surgiu a dúvida!

Perenizar o nosso rei, seu Silva, e transformá-lo em singular monarca, dando-lhe o timão da nossa arca, para que a leve a navegar nos mares… Naqueles mares dos novos petróleos, que Deus deu ao Brasil, ao pôr os olhos sobre a agonia de uma raça triste.

Seria o real caminho, o que não deixaria mais sozinho está multidão de abandonados?

Não percam tempo com conjecturas, porque o problema não são criaturas, nem os regimes nem as ditaduras, democracias ou republiquetas, que mudam todo dia por mutretas. Caem falsos ditadores e sobrevivem outros que só sabem destruir. Defendem seus pontos de vista (políticos, religiosos, culturais) agredindo o concorrente. Que tolos. Ninguém destrói nada porque Deus reconstrói no mesmo instante. A obra divina é indestrutível. E o mundo, é divino. Mata-se a matéria, não a energia!…

Não vem da Terra a Terra prometida, porque o homem não sabe mantê-la. Cansou de receber presentes, porém, irreverentemente tudo destrói tudo maltrata e mata-se.

São assim o rico e o pobre, o pária social e o nobre que vêem importância nos seus patrimônios, conseguidos quase sempre por artes dos demônios que não respeitam nem mesmo a si próprios. Não conservam nem a dignidade porque o que importa é a notoriedade, conquistada por preços impagáveis, geralmente lesando os miseráveis e enriquecendo com seus ouropéis. Querem preparar o berço esplêndido para depois de um tempo dormir o sono dos incautos, como se este repouso os refizesse e a consciência que eles destruíram pudesse renovar-se a pleno ócio.

Há um tempo a ser vencido. Para que ele seja apressado o homem deve ser parceiro de si mesmo, não lesando os mais elementares princípios divinos que abriga em seu íntimo. É preciso ser o que ele não é: verdadeiro. Mas ele não sabe e pensa que tudo pode. Para conquistar cargos ele destrona Deus. Paira acima dos Céus. O próprio Cristo de receitas puras, já não consegue ter das criaturas o mínimo respeito, embora Ele tivesse por ofício ensinar mediante o sacrifício quando mergulhou neste vale de dor para deixar, à hora que se foi, sedimentado e bem compreendido, os mais comezinhos princípios de amor.

Não percam tempo. Ponham no governo quem quiser, deponham, cassem, elejam, reelejam, deponham. Não há saída. É irreversível. Só não está perdido, porque quem toma conta não são os governos, por mais empáfia que demonstrem. O verdadeiro comando está nas mãos divinas.

Dizem-se salvadores das pátrias, mas não salvam nem a si próprios. São ocos, como todos nós. Manipulam palavras, barganham valores, trocam interesses, servem-se dos cargos para fingirem-se de importantes. Somos todos nós um amontoado de carne, presunçosamente intelectualizados ou autodidatados sem nos dar conta de que imbecis somos todos.

Se a Lei decide, num estalar de dedos saímos daqui com a fúria do foguete espacial. Tropeçamos num degrau ou escorregamos numa casca de bananas e ficamos alienados ou imobilizados esperando a morte. Apesar dessa fragilidade, o homem não pensa nela. Sente-se imortal até que adoeça. E quando se dá conta das razões, revolta-se. Mas é tarde. Boa noite, estúpido. Durma com os anjos, se é que diabos  vão deixá-lo em paz!

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