Com muito sacrifício conseguiu
Erguer  uma casinha  na favela
E foi, de pouco e pouco, dentro dela,
Armazenando os bens que adquiriu.

Um fogão velho, a cama, e para o frio,
Aquecedor a gás e umas panelas,
Um candeeiro para pôr a vela,
Até que ali chegou a água do rio.

Com chuvas fortes, tipo temporal,
Mais de uma vez, acima do normal,
As águas transbordaram além do leito,

Atirando-o de novo ao desabrigo…
Perdeu tudo. Voltou ao mundo antigo,
Carregando só as mágoas do seu peito.

Anúncios