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De um inerte casulo vi nascer,
Uma linda e soberba borboleta;
Tinha nesgas douradas na asa preta,
Quando voava o majestoso ser.

Eu a olhava sem me cansar de ver
Que entre as asas, tal como silhueta,
Trazia bem à frente, como aleta,
O sugador de mel que a faz viver.

Que inveja senti eu daquele inseto,
Singrante pelo mar da imensidão
No seu vôo tão calmo e tão discreto!…  

Eu queira servi-la como a flor,
Sem ter que machucar meu coração
Nesta busca impiedosa de um amor…

Não insista em dizer que o mundo é feio;
Ele é o mundo que o homem construiu…!
Busque mais defender este seu meio,
Que a ganância de há muito destruiu!

Você que vive aflito no Brasil,
E que em tudo demonstra o seu receio,
Tenha em mente que um dia já agrediu
E agora vê somente erros alheios…

O soma do conjunto das consciências,
Ditará, como sempre, as referências
Para que cada um construa, assim,

A sua parte em favor da humanidade,
Fazendo sempre o bem, sem ter maldade,
Combatendo este caos que não tem fim!…

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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