De um inerte casulo vi nascer,
Uma linda e soberba borboleta;
Tinha nesgas douradas na asa preta,
Quando voava o majestoso ser.

Eu a olhava sem me cansar de ver
Que entre as asas, tal como silhueta,
Trazia bem à frente, como aleta,
O sugador de mel que a faz viver.

Que inveja senti eu daquele inseto,
Singrante pelo mar da imensidão
No seu vôo tão calmo e tão discreto!…  

Eu queira servi-la como a flor,
Sem ter que machucar meu coração
Nesta busca impiedosa de um amor…

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