No dia que esses barulhentos
Morrerem terão, no inferno,
Como castigo o silêncio
E a queima no fogo eterno,
Para aprender, se voltarem,
A respeitar, ser fraternos!…

Estão ferindo os ouvidos
Ensurdecendo a si mesmos
Com voz além do normal,
Gastando energia a esmo,
Ficando desidratados
E secos como um torresmo.

Falar baixo é educado
E próprio de quem não tem
Que chamar a atenção,
Nem exibir-se a ninguém,
Porque sabe o seu valor
Sem trombetear para o além.

O gritador quando fala
Nem precisa telefone
Faz até um interurbano,
Zoando como um ciclone
Espalhando o vozerio
Qual um forte megafone.

Ah planeta pobre o nosso,
De um povo muito atrasado;
Tanta poluição sonora
Tanto lixo, desmatado
Pelo tal do ser humano
Que é tão animalizado!…

Como a ação gera a reação
E o plantio diz da colheita
Aquele que planta o mal
A colhê-lo se sujeita
Porque não terá perdão
Depois que a coisa foi feita!…

Anúncios