Ela se queixa e não consegue ver os fatos;
Escuta vozes que a perturbam, diariamente,
Num alarido tão confuso; é voz de gente
Que lhe diz coisas sempre a criticar seus atos.

Ela se deita e uma insônia impertinente
Faz com que ouça o que parecem só boatos…
É, pelo menos, o que diz nos seus relatos,
Pois se recusa, na conversa, a ir em frente!…

Mas ao final, já quase em alucinação,
Ao garantir que não é só imaginação,
Confessa, enfim, que é o seu filho, o abortado,

Que a incomoda e lhe suplica, todo dia,
Para que o tenha no seu lar, com alegria,
Conforme haviam, previamente, combinado!…

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