Não cante a honestidade
Quando você, na verdade,
Só cumpriu com o dever;
Nem se sinta revoltado,
Pois vai ficar adoentado,
Será difícil viver…

Não se desgaste em lamúria,
Por causa de gente espúria
Que se julga muito esperta;
Quem sempre faz tudo errado
Fica escravo do passado
Até fazer a coisa certa!

Vissem as almas conflitantes,
Não seriam esses farsantes
E lembrariam o lamento
Dos que foram para o inferno
Trajando gravata e terno
Pra queimar em fogo lento…

Vamos fazer caridade,
Vamos rezar, de verdade,
Pelos nossos Senadores,
Governadores, Ministros,
Quem nem sempre são bem vistos…
… Presidente, vereadores…

Muitos lesam o país,
Onde um povo feliz
Podia ser maioria…
Mas há fome, falta escola,
Não há médico e a esmola
Sustenta a periferia.

Chega dia e dia passa,
Vem sempre nova desgraça,
Porque enquanto a ambição
Aumentar cada vez mais
Não se espere que haja paz
Aqui na nossa nação…

Só o que consola é que o dono
Não nos deixa ao abandono
Porque Ele o Pai de todos
E há de recompensar
Os que, apesar de chorar,
Não vivem passando engodos.

Respeite seu semelhante,
Desculpe e siga adiante,
Esse é o deve do cristão.
Não cante sua honestidade,
Pois não passa, na verdade,
De simples obrigação.

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