Nunca chores por mim porque pareço
Um menino no mundo deserdado.
Se me falta um brinquedo, improvisado,
Eu produzo outro algum que não tem preço…

Não procures saber meu endereço,
Pois vivo num barraco despencado
Ou, às vezes, na rua, onde jogado,
Só espero merecer pequeno apreço!

Não se iluda por eu só ter pobreza,
Porque em meu porte altivo há uma riqueza
Que trago de outras eras já distantes…

Porém hoje  no mundo da matéria,
Preciso ser escravo da miséria,
Para sanar os erros que fiz dantes!

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