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Nascemos sem dentes e sem ter cabelos
E a vida, imprudente, nos deixa sem tê-los
Na hora do fim, quando tudo é desvelo.

Nascemos chorando e chorando vivemos
Até que, num dia, chorando morremos,
Porque a nossa mãe, só chorar nós fizemos…

Amarrado à mãe, nasce o filho e também
Atada ao seu filho, assim morre mãe,
Levando saudades, voando no além…

Ser mãe é ter luz em sua aura de brilho
É ser da canção o mais belo estribilho!…
É só sacrifício… da mãe pelo filho!

Belo segredo o céu me cochichou,
Mas tão baixo que quase nem ouvi!…
Pela forma, porém, eu entendi
Tudo aquilo que o céu me segredou.

Revelava que era um colibri,
Que voava como nenhum voou,
Que ia aspirando o néctar da flor
Sem macular-lhe a essência. Assim vivi

E esperava que o céu me revelasse
Que talvez bem mais alto ainda voasse
E repetisse o gesto tão bonito…

Confesso-lhes, porém, que no momento
Em que o céu abraçou-me, em pensamento,
Transportei-me do mundo ao infinito!…

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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