Está morrendo a bela gameleira!…
Depois de ali pulsar por tantos anos,
Foi vítima de ataques microbianos,
Como um velho já fraco de canseira…

Na paisagem reinou sempre altaneira,
Mais serena que um monge tibetano…
Abrigou, ali à beira do oceano,
Pescadores, turistas e as rameiras!…

No seu ciclo de vida que termina,
Esta velha que um dia foi menina,
Sente findar seu tempo de agonia!

Irão cortá-la, pra não causar mal,
Mas terá campa e foto num postal,
Perenizada e plena de honraria…

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