O mundo está um hospício às avessas;
Os loucos vivem  soltos nas cidades,
Enquanto sofre o são,  por trás de grades,
Adulado em lorotas e promessas…

Este é o mundo em que todos sentem pressa,
Num planeta tão fértil de maldades,
Que às vezes chego até a sentir saudades
Dos tempos de criança, bons à beça!

Sempre intento escudar-me na paciência,
Assustado com os rumos da ciência
Que vai-nos transformando nuns taroucos…,

Pois no ritmo que a vida nos conduz,
Onde a treva se abriga e afoga a luz,
Os sãos acabarão ficando loucos!

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