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Que prazer pode ter um jornalista
De mostrar os segredos de uma arte,
Se o sigilo do marketing faz parte
Pois é fruto de luta e de conquista.

Eu vi nesta Olimpíada muito artista
Preparando seus fogos e estandartes,
Com luzes que se viam até de marte,
Mas vieram os piratas plantonistas.

No mercado desse mercenarismo,
Onde o furo sucede o egoísmo
O respeito já há muito foi perdido.

E a festa que devia ser surpresa,
Não passou de reprise de beleza.
Porque tudo já era conhecido.

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No Evangelho se aprende que o perdão
Deve ser concedido a toda gente,
Pois só assim alguém que esteja doente
Poderá, incontinênti, ficar são.

Só extirpando do pobre coração
As mágoas que se alojam de repente
Poderemos ficar logo contentes
E vivermos com mais satisfação.

O perdão faz mais bem a quem concede
Porque o outro, na hora que o recebe,
Poderá nem saber que fez o mal.

Mas aquele que abriga no seu peito
Mágoa e ódio, por si não tem respeito;
Viverá como um ser irracional!

Eu queria fazer muitos poemas…
Nem que fosse um só a cada dia,
Porque me agrada a arte da poesia,
Já que nela analiso os meus dilemas.

Mesmo sendo, quem sabe, fantasia,
Com eles eu me livro das algemas
E posso libertar-me das celeumas
Que fazem do viver monotonia…

Mas para ter tal versatilidade
É preciso que a alma da saudade
Venha me ver em cada cotidiano…

Só assim posso ter inspiração
E do fundo arrancar do coração
Qualquer mágoa, tristeza ou desengano!

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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