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Há momentos que o homem nesta vida
Já se mostra um tanto preocupado:
É quando seu valor enquanto vivo
É menor que se fora sepultado!…

Ninguém faz um seguro em seu favor,
Mas sim para um herdeiro. A garantia
De que vai deixar tudo  a quem ficar,
Faz da morte uma grande economia…

Aquele que está morto não reclama,
Não come, não se enferma e nem se veste,
Por isso é que o dinheiro vale o dobro
Para quem vai ficar e nele investe…

Se sua conta bancária está engordada
Também há olhos gordos no dinheiro;
E seu carro moderno e a casa grande,
Também sofrem a cobiça de um herdeiro.

Prefiro, ante o exposto, ser um pobre
Que vai vivendo o tempo intensamente,
Sem pensar em fazer economias
Para ter de deixá-las de repente…

Lutei, e foi já desde os nove anos,
Para ter no final algum conforto,
Por isso quero ter o meu valor
Enquanto vivo e não depois de morto!…

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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