Vocês já ouviram falar na capital da Paraíba, a segunda mais verde do mundo e onde o sol nasce primeiro?

Pois bem. Recebemos o Boletim LITERarte, de São Paulo, editado pelo jornalista paraibano Arlindo Nóbrega, há vinte e quatro anos, onde registra a intenção de vereador da pequenina de mudar sua denominação, porque João Pessoa seria figura indigna de ter seu nome ligado à capital. Diz o Arlindo que João Pessoa pode sumir do mapa.

Que bom, Arlindo, se esse fosse o único problema… Se sumisse do mapa como João Pessoa, mas aparecesse mesmo que fosse com outro nome… O problema é que cada vez fica mais difícil chegar à nossa capital pela via expressa e prática da aviação! Nossa cidade é hoje parte da periferia da grande Recife. Diríamos um bairro de certo luxo. Brevemente, João Pessoa será incluída no city tour dos que visitam a capital de Pernambuco.

Se for nesse ritmo, voltaremos aos anos oitenta quando quem viajava do sul para Salvador, Recife e Fortaleza, aproveitava para um rápido tour opcional a fim de conhecer a Lagoa, o Farol e o Hotel Tambau, as grandes atrações da nossa Jampa!

Atualmente, quem sair de outro estado com destino a João Pessoa e pretenda desembarcar no Aeroporto “Internacional”  Castro Pinto, deve comprar passagem até Recife e preparar-se para continuar a viagem de ônibus ou táxi. Mas não se aborreçam! Logo o presidente Lula inaugurará uma rodovia moderna, duplicada, para facilitar a tarefa!… E quem não for de longe pode optar pelo carro e colocá-lo nas belíssimas rodovias que levam ao nordeste do Brasil, porque a possibilidade de viagem calma é maior e também mais rápida. Caso não beba, corre menos riscos de não chegar… E se for pessoa de fé, dificilmente será assaltada!

Há também outra opção para os abastados. Venham com seus iates e atraquem no “extraordinário e moderno” porto de Cabedelo. Mas que o iate não seja desses muito modernos que exigem grande calado, porque o porto é rasinho, rasinho!

Essas alternativas são cada vez mais a saída devido ao overbooking das companhias aéreas que assumem compromisso com o dobro de passageiros que podem transportar, para não voar batendo lata. E quando os cancelamentos das reservas são menores do que elas esperam, cada um tem de aceitar o que elas oferecem. Ou pedir indenização, passar por transtornos e aborrecimentos e, no fim, fazer acordo e receber uma merreca de consolo. 

Enquanto isso, vamos espalhando que somos a segunda cidade mais verde do mundo e que aqui o sol nasce mais cedo, para que o pessoal fique mais tempo contemplando o estado se acabar.

“I love João Pessoa!” Pena que ela também não me love!

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