Não quero seu petróleo, presidente,
Pode tomar seu banho de riqueza
Sirva-o em coquetel, com gelo, à mesa,
Coma com caviar, todo imponente…

Eu me lembro que em meio a tanta gente,
Lá no ABC, defendendo a pobreza,
O senhor era o mestre da ardileza
E hoje colhe os frutos, prepotente…

Não nego que o senhor é bem sabido;
Fez da miséria o escudo preferido
Para ganhar os votos na eleição.

Mas os que ofereceram o seu apoio
Clamam, na ladainha de um aboio,
Por comida, saúde e educação!

Anúncios