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10/12/2008

Como flores belíssimas, sedosas,
Que caem despetaladas num momento,
E volitam, a cavalgar no vento,
Assim são as suas rimas primorosas!

Uma braçada de mescladas rosas,
Que logo enfeitam nosso pensamento,
Não são apenas entretenimento,
São mensagens de amor e dor, formosas!…

Cochichando seus versos para a dama,
Que os aproveita e fala dos seus dramas,
Os poetas lhe dão a inspiração…

E ela  muito atenta e sempre à espreita,
Registra cada frase que deleita…
Ela é a diva, dona Helena Beltrão!

03/12/2008

Elogio em boca própria é um vitupério!
Um ditado que lembra aos orgulhosos
Que eles devem viver sem despautérios,
Sem se suporem sempre os poderosos!…

Conhece-te! Trafega com critério
Pelos becos da vida, sinuosos,
Porque logo há de vir o climatério
E os dias ficarão mais nebulosos…

A passagem do tempo é implacável
E ele quase nunca é tolerável
Com quem o menospreza e trata mal…

E, calmo, no seu ritmo ele espera,
Pois antes de raiar a nova era
O orgulhoso se vai num funeral!

Tento imitar Jansen Filho,
Embora eu não tenha o brilho
E a lucidez que ele tinha,
Mas me esmero nos meus versos
Para que eles sejam tersos,
Como os da Salve-Rainha!…

O poeta de Monteiro,
Na Paraíba o primeiro
Segundo meu vaticínio,
Faz-me lembrar na poesia
As letras e as melodias
Do inspirado Lupicínio.

Cantava suas raízes,
Felizes ou infelizes,
Pois isto era só um detalhe;
A inspirada criatura
Fazia do verso escultura
Todo esculpido no entalhe!…

Esbanjando seu sorriso,
Brincava num improviso
Como um mestre repentista…
E quem quisesse enfrentá-lo
Tentando cantar de galo
Baixava logo sua crista!…

Mas do jeito que era outrora
Não vejo também agora
Alguém que lhe dê valor…
Nem na sua terra, Monteiro,
Nem neste Brasil inteiro,
Berço de Nosso Senhor…

Minhas palavras são ocas
A força delas é pouca,
Que nem creio que o resgate…
Porém deixo, emocionado,
Meu protesto registrado,
Em defesa desse vate!…

Homenagem ao poeta Miguel Jansen Filho, de Monteiro-PB, um dos maiores repentistas que este país conheceu e o provou de norte a sul.
João Pessoa-PB, 2 de dezembro de 2008.

Na escola em que o cassado se formou,
Paulo Maluf é do jardim da infância;
Não tem nem dois por cento da ganância
E esperteza que tem o tal doutor…

Para as leis não dá a mínima importância
E até o tribunal que já o cassou,
Inexplicavelmente recuou,
Aumentando ainda mais sua arrogância!

Pobre terra que tem uma justiça
Tão desmoralizada e enfermiça,
Que deixa que o corrupto saia ileso…

Mas isso só acontece, o que é sinistro,
Porque nas altas cortes dos ministros
Muita gente, também, tem rabo preso!…

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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