Quando eu morrer, entreguem meu bagaço
Para quem vive nesta encarnação;
Porque eu mesmo voarei no espaço,
Sem nem olhar meus restos cá no chão.

Quero alçar vôo pela imensidão
E me abrigar em Deus, no Seu regaço;
Não quero mais lembrar de algum fracasso,
Se houve penúria ou mesmo frustração.

Vencida a etapa eu agora quero,
Ter a ventura, o que alegre espero,
De ser feliz como nunca havia sido;

Deixar a carne, que é uma dura cela,
Vencer tormentas e mesmo procelas,
Ser vencedor, não mais ser um vencido!

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