Amo-te, ó lua, ao me lembrar daquela
Que num dia lindo o coração me deu
E prometia termos, ela e eu,
Como tu, lua, uma igual luz tão bela!…

Mas logo após, quando busquei por ela,
Para vivermos o que prometeu
Vi que ela agira tal qual um proteu,
Pois nunca mais ouvi notícias dela.

Foi tudo um sonho, maldosa utopia,
Que nem desejo mais lembrar do dia
Em que sonhei amar-me a criatura;

Um disparate, uma tola frase,
Que me fez crer – e acreditei-a quase –
Para ir, depois, do amor à desventura!…

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