Se visitar-me um Espírito algum dia,
E não disser a mim sequer seu nome,
E logo após deixar recado some,
Não pensem que se trata de utopia…

Talvez quisesse ele matar-me a fome,
Suavizando-me o mal da nostalgia,
Portando amor nalguma alegoria
E poupar-me da dor que me consome.

Seriam dos recados – os tais cifrados –
Que os homens, porque estão inda embotados,
Não podem compreender como verdade,

Mas sei que a realidade do contato
Fará com que me sinta eu, de fato,
Um ser dos imortais da eternidade…

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