A doença chegou… Feriu de morte!
A saúde que era exuberante
Definhando, acabou-se; num instante!…
Hoje vive largado à própria sorte…

Dependente ficou! Só a consorte
Cuida dele, alimenta e dá bastante
Atenção. Hoje espera com calmante,
Que este resto de vida logo aborte…

Como muda o destino de repente!
É tão frágil a vida, minha gente,
Que ninguém devia ser um orgulhoso!…

Algum fio da cadeia celular,
Que mantém nova vida, ao se quebrar,
Faz-nos ver que tolice é ser vaidoso.

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