Perilo Doliveira – PB

Não és, oh! Morte, o término da dor
Nem o fim da tristeza que a alma enlaça.
Não se esgota em teu seio a amarga taça
Que tragamos num último estertor.

Também não és o espectro aterrador,
Cujo hálito de gelo nos trespassa,
Apagando os vestígios da desgraça,
As nossas ilusões, a Fé, e Amor.

Não és mais do que a aurora de outros dias,
O início das futuras agonias
De outras angústias que hão de renascer.

Enfim, és o crisol de onde promana
A purificação da raça humana
Na sucessividade do viver.

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