De Oliveira de Panelas – PE – para o Octávio.
Oliveira, ex-parceiro de Otacílio Batista, é poeta e repentista e vive na Paraíba há quase trinta anos.

Em Octávio Caúmo eu vi o quanto
Há esmero poético e arte pura
Sua musa harmoniza a partitura,
Poliniza beleza em cada canto,
Sua verve e canção, são acalantos…
Tem essência de pétalas liriais,
Horizontes de luzes aurorais,
Circundados por mágicos diademas,
Onde Deus botou harpa em seus poemas
Consagrando-o entre os vates geniais.

O parnaso é o templo de Caúmo…
Onde quer que haja espaço, ele levita,
Tendo vida, na certa, ele visita,
Semeando relíquia em raro sumo!
Viajor que transcende o próprio rumo,
Albatroz entre os céus aureolados,
Às esferas dos sonhos liberados
Ele vai, arquiteta, rege e volta,
Tem na ida e na vinda magna escolta
Dos excelsos irmãos iluminados.

Plangem liras de amor em doces cânticos,
Dedilhados por mãos misteriosas,
Qual os hinos cantados pelas rosas
Celebrando o enlevo dos românticos.
Fontes puras, nereidas, céus atlânticos…
Testemunham seu gênio criador,
Maravilhas fluídicas tecem a flor
Põe beleza nas vestes dos aromas,
Fazem Octávio cantar os idiomas
Na canção perenal do grande amor.

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