Enquanto os governos fazem
Inúmeras reuniões,
Para tentar defender
As suas populações,
Os marginais, simplesmente,
Agem sem preocupações.

Celulares entram e saem
Dos presídios, livremente,
Sem que ninguém interfira
Para brecar essa gente
Que comanda todo o crime,
Mesmo sem estar presente.

Os policiais fazem greve
Enquanto o tumulto cresce
E na hora do sinistro
Ali ninguém aparece,
Pois dizem que ganham pouco
E não demonstram interesse.

Fecham as delegacias,
Vão todos passear na praia
Ou então vão para o campo
Divertir-se na gandaia
E o pobre que se defenda
Com algum rabo-de-arraia…

Avisam sempre os lugares
Onde vão fiscalizar,
Para que os pobres bandidos
Consigam se organizar
E assim na hora dos roubos
Mudem para outro lugar…

Se você ficar em casa
Poderá ser assaltado;
Decidindo ir para a rua
Poderá ser seqüestrado
E se for entrar no mar,
Pode ser atropelado.

Viatura não tem pneu
E até falta gasolina,
Por isso dão poucas voltas
Devagar só até a esquina,
Desde que não seja escuro
E que não tenha neblina.

Por isso que, de repente,
O policial e o bandido
São pegos nalgum acordo
E o dinheiro é dividido;
O governo sabe tudo,
Mas nunca a isso dá ouvido.

Por isso que, analisando,
Vendo o mundo ir para trás;
Num salve-se quem puder
Eu lhe advirto rapaz:
Prepare-se para a guerra
Pois é impossível ter paz!

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