O que são meses ou dias, o que é o tempo e seus anos, senão simples utopias, de festas ou desenganos, calcados nas correrias, entre o divino e o profano?!

Supomos que o tempo passa, mas somos nós que passamos e o gozado perde a graça depois que conta nos damos.

Uns vivem anos demais, mas não usam como devem. Almejam chegar à paz, ociosamente, com greves, contra a vida generosa que querem lhes seja leve; não percebem que esse tempo, será sempre um tempo breve.

Mas há quem vive somente poucos anos, mal vividos, e sai da vida feliz, apesar de ter sofrido; se alguém lhe falar das dores, já as terá esquecido.

Assim é a vida na Terra, de felicidade parca, onde segue cada um navegando em sua barca e quando vai para o túmulo, ali registra uma marca. “Aqui jaz”, é um costume, escrever-se sobre a lousa, que todos foram do bem, homem respeitou a esposa e a mulher ao seu marido, mesmo sendo mariposa. Não se vê escrito por cima nada que nos incrimine, mesmo sendo de má vida, ali o registro é sublime, bem perto da angelitude, quem desejar, que examine.

É uma pena, entretanto, que Deus conheça a verdade e aquele que foi um falso, vai colher na eternidade, o resultado das burlas, das suas atrocidades. Vai ficar de tal tamanho, diminuto e reduzido, que haverá de arrepender-se de ter nascido ou morrido, de ter feito tanto mal e tanta gente agredido.

Esta vida no planeta é teste para o que é forte. Ficar rico, ser bonito, não é algo que lhe importe, mas antes quer ser fraterno e criar seu passaporte, para poder viajar, levando um grande suporte. É um alerta que escutamos, e isto já há milênios, mas seguimos insistindo em não crer porque, qual gênios, pensamos saber de tudo como atores num proscênio.

Abra os olhos e o bom senso, não se prenda no obtuso, procure o discernimento e deixe de ser confuso, foi conselho recebido contra os provérbios difusos. É lida de cada um, pensar e então discernir, para poder por si mesmo, aprender a decidir e plantar no dia de hoje o seu bonito porvir.

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