Os meus sonhos flutuavam pelos ares.
Sobre as nuvens corriam apressados,
Não pensavam em futuro nem passado,
Só queriam passear por sobre os mares.

Lindas garças que volitavam aos pares,
No bater de suas asas descuidado,
Mal me viam voar bem ao seu lado,
Nem ouviam o entoar dos meus cantares.

Como os sonhos restauram a esperança!…
Talvez seja por isso que a criança
Dorme sempre, qual anjo, em sã consciência,

Porque sonha, até mesmo se acordada,
E desfruta, contente e relaxada,
Dos eflúvios da Eterna Providência!

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