-Eu não posso, mamãe, ficar agora,
Mas prometo que volto brevemente,
Quando então viveremos, novamente,
Nosso amor, como nos tempos de outrora…

É tão grande a saudade da senhora!
Mas preciso ficar mais experiente
Para juntos vivermos, ternamente…
Sinto muito, mas tenho de ir embora!…

O feto, entristecido, despediu-se;
E a mãe, pondo atenção no que ele disse,
Conteve a muito custo o triste pranto… 

A promessa, porém, deu-lhe a esperança
De que em breve de novo essa criança,
Voltaria ao seu colo, entre acalantos.

História de um aborto espontâneo.

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