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Quando marco consulta num doutor,
Nesse dia não marco nada mais;
Não me arrisco a perder a minha paz
E aumentar inda mais a minha dor.

Os convênios prometem, meu senhor,
Conforto e atendimento bom demais
Mas isso só engoda a nós mortais
Que vivemos tal qual um sonhador.

Os doutores só chegam após o horário
Que marcam para dar atendimento,
Com a cara de mais santo que um vigário!…

E nós como cordeiros comportados
Sentados, esperando esse momento,
Ficamos simplesmente conformados.

Apesar de raras e honrosas exceções, isso é o normal.

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Meus dois prazeres

Viajando de cá pra lá
E vindo de lá pra cá,
Macapá e João Pessoa,
Das duas sinto saudade
Uma é uma boa cidade
A outra, cidade boa.

Nas duas fico feliz
Porque sustento a raiz
Do passado ou do presente;
Preciso estar sempre nelas
Pelas praças e vielas
Porque assim fico contente.

Fico muito extasiado
Ao ir e por ter voltado
E depois ir outra vez
Eu gostaria de ter asas
Pra voar entre as duas casas
Indo e vindo todo mês.

Diante desse privilégio
Não tolero sacrilégio
Com a de cá ou a de lá,
Minha vida é muito boa
Quando estou em João Pessoa
Ou então em Macapá.

Ao amigo Mario Vianna
14/04/2010
Um abraço
Octávio

Quem ama não sofre porque o sofrimento,
É um grande tormento que traz muita dor,
Porém quem agride, com essa atitude,
Torna-se, amiúde, o maior sofredor.

Quem faz mal ao outro e provoca-lhe o pranto,
Cria um desencanto que agride a beleza;
O bem é preciso, porque esse episódio
Jamais causa ódio, jamais dá tristeza!

O que faz recebe, seja mal ou bem,
Pois fica também em quem dá uma sobra
É a lei conhecida por causa e efeito,
Compensa o sujeito, ora dá, ora cobra.

Cuidado, senhores, esta advertência,
Que por experiência eu tenho aprendido,
É a chave da vida que combate a dor,
Porque é pelo amor que este mundo é regido!

Depois de informado, jamais alguém diga
Que nasce a intriga sem que a verbalize,
Porque nós podemos fugir do mal feito,
Se formos direitos seremos felizes…

Poema em rimas encadeadas no estilo Rogaciano Bezerra Leite, poeta e intelectual pernambucano. Versos undecassílabos do tipo martelo ou galope.

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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