Quem ama não sofre porque o sofrimento,
É um grande tormento que traz muita dor,
Porém quem agride, com essa atitude,
Torna-se, amiúde, o maior sofredor.

Quem faz mal ao outro e provoca-lhe o pranto,
Cria um desencanto que agride a beleza;
O bem é preciso, porque esse episódio
Jamais causa ódio, jamais dá tristeza!

O que faz recebe, seja mal ou bem,
Pois fica também em quem dá uma sobra
É a lei conhecida por causa e efeito,
Compensa o sujeito, ora dá, ora cobra.

Cuidado, senhores, esta advertência,
Que por experiência eu tenho aprendido,
É a chave da vida que combate a dor,
Porque é pelo amor que este mundo é regido!

Depois de informado, jamais alguém diga
Que nasce a intriga sem que a verbalize,
Porque nós podemos fugir do mal feito,
Se formos direitos seremos felizes…

Poema em rimas encadeadas no estilo Rogaciano Bezerra Leite, poeta e intelectual pernambucano. Versos undecassílabos do tipo martelo ou galope.

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