Imito uma jangada que desliza
Nas ondas de um mar calmo em fim de tarde,
Na hora em que o sol já não mais arde,
Deixando-me levar por suave brisa!…

Eu sou esse momento que eterniza
Mansuetude; de nada faço alarde…
Segue o tempo, para que não retarde
O arrebol, vindo a noite que suaviza…

Por fora, o mundo avança indiferente,
Conforme o trivial de toda gente,
Porque o mar da aflição segue em surdina…

Por dentro busco a calma e a esperança,
Qual jangada que segue e não balança,
Porque conheço e aceito a minha sina!…

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