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Quando me for, não quero estar
Tão longe que me esqueças.
Também não vou me aproximar
Tão perto que te aborreças.

Mas quero estar no teu sorriso
Nos teu sonho colorido
Nas tuas dificuldades
É quando estarei contigo.

E sei que vou estar vivo,
Ainda que em desencorpo.
E o casulo abandonado,
Apodrecendo no horto.

E pra que serve um casulo
Se o locatário não esteja?
Mais uma metamorfose
O devolve à natureza.

Vou colher o meu plantio
Conferir trato dos ninhos
Muitas rosas perfumadas
Ou brotos secos de espinhos.

Vou rever todos meus atos
Não o que disse. O que fiz.
Meu discurso proferido
É quem será meu juiz

É o planar da borboleta
Com as asas da virtude
Ou o voo da galinha
Com o peso do estrume

Falando mente pra mente
Sem email ou banda larga
Sem celular “fora de área”
Da bateria sem carga.

Considere isto normal
Que um dia este nó desate
Mas te suplico um favor
Quando eu morrer, não me mate.

Natalino Pereira 9/12/05

Escrito 3 dias antes do desencarne de Miguel Pereira, irmão do poeta e um dos fundadores do Grupo Espírita “Os Mensageiros”.

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Quando a velha lembrança chega
De braço com a saudade.
A mente se prende a  ti como  um laço
Querendo te dar um abraço

Pensamento me transporta
Abre as cortinas do tempo e espaço
Aí então eu prendo meu lastro
E mergulho nos teus braços

Aí é olho por olho, dente por dente
Pele por pele, mente por mente
Colo por colo, laço por laço

Nesta alquimia então me refaço
Na ternura  dos teus braços.

Natalino Pereira – SP 

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
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