Flutua a garça no amplo céu azul.
Batendo as asas, com suntuosidade.
Segue na arribação, destino ao sul,
Como um inseto, ante a imensidade!

Junto ao seu bando, um harmonioso pool,
Procura a terra da fertilidade…
Tremula as penas com seu ar taful,
E as amplas asas dão-lhe suavidade!

Oh! garça branca, que pode voar,
E deslocar-se sem ninguém que a prenda,
Numa corrente, solta pelo ar!…

Quem sabe um dia, após muitas desasas,
Com mais sorte que o ícaro da lenda,
Voarei, também, com as minhas próprias asas!

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