Sinto exalar de ti doce perfume,
Sem poder definir qual é a essência,
Se é de flor: de uma dália, de uma hortênsia,
De uma rosa ou jasmim; cheira ciúme!…

Desejo confessar a inexperiência,
Porque no assunto não tenho costume,
Embora aqui não vá nenhum queixume,
Confesso, sinto o cheiro até em tua ausência…

Pergunto se seria algum extrato,
Das flores mais miúdas que há no mato,
Ou de um gerânio ou malva, a flor que acalma…

Mas prestando atenção a essa fragrância,
Acalmo o coração, contenho a ânsia,
E sinto que o perfume é de tua alma!

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