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Você defende o aborto e tenta convencer
Mulheres que são pobres a não ter mais filho,
Mas saiba que a pobreza não é um empecilho
Para que o ser humano tenha um bom viver…

Há quem escolha vida árdua, mas o brilho
Nunca se apagará se quem o receber
Der muito amor a quem deseja renascer
Em prova, mesmo dura, até qual maltrapilho…

Os filhos dessas pobres serão os pedreiros,
Serão seus motoristas ou os faxineiros,
Porque filho de rico tem de ser doutor…

Por isso quando eles encarnam de novo,
Há que haver alegria e festa em todo povo,
Para que haja no mundo um pouco mais de amor!…

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O passado é o aborto de um presente
Que ficou para traz morto arquivado…
E o presente é o passado reencarnado
Cujo futuro aguarda ansiosamente…

São três tempos! Mas são, eternamente,
O reviver do tempo mal usado;
Quem espera o futuro, o vê passado,
Sem viver o que pode, plenamente…

Quanto engano crivado de ironia,
Quantos planos calcados na utopia,
Nos iludem, pois tudo é rotatório.

E quem faz muito plano a prazo longo
Vive entre sobressaltos, capiongo,
Em um mundo fantástico, ilusório!

 

Depois de ter nascido na pobreza,
Ter trabalhado duro nesta vida,
E enfrentando com garbo a vil dureza,
Até numa coragem desmedida,

Sinto-me protegido e, com franqueza,
Desejo confessar que esta guarida,
Não se credita à minha realeza,
Mas à misericórdia recebida.

Se Deus olha por mim há tanto tempo
Não será por pequenos contratempos
Que vou tratar o Pai como insensato…

Quando olho para traz, ou mesmo ao lado,
Percebo como sou privilegiado!
Por isso é sem sentido eu ser ingrato…

Se eu moro numa casa tão bonita
E ando em um carro dos modernos,
O que não é comum para o hodierno,
Por que só me concentro na desdita?…

Enquanto por justiça a alma grita,
E quase não encontra alguém fraterno,
O que já foi um céu hoje é o inferno
Porque no bem ninguém mais acredita.

Mas se quisermos todos poderemos
Mudar o triste  mundo onde vivemos
E que está feio, sem necessidade…

Basta que o amor se espalhe pelas ruas,
Que sejam como minhas as dores suas,
E o bem há de afogar qualquer maldade!

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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