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Aquilo que é real, ninguém enxerga.
O corpo se desfaz num mero instante;
A alma, sim, tem vida que é constante
Embora algumas vezes também verga.

Desejo o homem tem, não obstante,
Não luta nunca contra, pois alberga
No íntimo os prazeres e posterga
O bem, por isso não caminha adiante…

O mundo da matéria é uma ilusão.
Porque só os olhos que há no coração
Podem ver tudo aquilo que é real…

O espírito é invisível, mas concreto,
Por isso quem caminha em passo reto,
Irá aportar no Céu, jamais no umbral.

Aquela prostituta que ali passa,
De quem tanto tens ódio, fazes pouco,
Ao roubar o teu homem por um pouco,
Impede que o teu lar vire desgraça…

A tua indiferença é como a traça
Que rói o casamento, mas tampouco
Percebes que o marido já está louco
Por ver a relação virar fumaça!…

Aquela que tu dizes de má vida,
E que é, por vis trocados, decaída,
É a tua salvação! Pois nesta hora,

Demonstra que teus erros reconheces,
Abraça esta mulher e lhe agradece;
É tua benfeitora esta senhora!…

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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