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No fatídico dia em que secar
A derradeira árvore na mata,
Porque esta humanidade só maltrata
A natureza em vez de a preservar;
Quando o peixe não mais puder nadar,
Porque o último rio já estará morto,
E os pássaros não voarem pelo horto,
Os homens hão de ver, tarde demais,
Que com dinheiro não se compra a paz
Por isso ele só sente desconforto!…

Os valores eleitos pelo ser
Já não mais lhe trarão felicidades,
Porque ele escolheu futilidades
Como formas sublimes de prazer.
E agora já não mais pode viver,
Porque nem mesmo tem um ar saudável;
Reclama por faltar água potável
E que não jorra a fonte cristalina,
Revolta-se com Deus e o abomina,
Mas sabe que ele próprio é o responsável…

O homem que se julga tão sagaz
Que pensa comprar tudo com dinheiro,
Verá neste momento derradeiro,
Que o tempo lhe escapou muito fugaz…
Daqui a pouco por baixo do “aqui jaz”,
Já não terá, sequer, um minifúndio,
Pois só lhe restará um intermúndio…
Sem ouvir os apelos racionais,
E aprender com o saber dos animais,
Sobra-lhe um três x dois por latifúndio!…

Eu preciso inventar palavras novas
Para as novas idéias que me vêm…
E jeito novo de dizer, também,
Idéias nos escritos ou nas trovas!

Eu vou submeter-me a algumas provas
Para que o pensamento, em seu vaivém,
Seja testado e siga mais além,
Enquanto a minha tese se comprova.

Eu vou tentar criar os neologismos
– O que espero fazer sem fanatismos –
Que expressem o que é certo, de verdade!

Não quero só pensar nisso que o mundo
Já pensa há muito tempo… É mais profundo:
Só o amor é que salva a humanidade!…

Sabem por que o nosso presidente
Goza de tanta popularidade?
É porque distribui, em quantidade,
Todo tipo de bolsa, de presente…

Convenhamos que ele é inteligente…
Explorando a miserabilidade,
Está plantando uma perpetuidade,
E toda a ociosidade está contente!…

Mas o tempo, implacável, vai mostrar
Que só as pessoas que sabem labutar
Poderão construir algo de bom.

Há uma lei que ninguém jamais revoga:
É o trabalho. O resto é apenas droga;
Logo, logo a cuíca muda o tom!

Roubaram o meu emprego; roubaram a minha segurança; roubaram a minha escola; roubaram as  minhas estradas; roubaram meus hospitais; roubaram o meu futuro…

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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