Na cidade que eu moro é só tristeza,
Mas na festa de um novo fim de ano
Nós vamos arquivar os desenganos
E tudo há de ficar uma beleza.

Embora viva a vida em singeleza,
O homem, queira ou não, é um ser profano,
Por isso ele se enreda em seus enganos
E nunca tem de nada uma certeza.

Cada vez que se altera o calendário,
Voamos pelo nosso imaginário,
E fazemos promessas de improviso…

Gostaríamos de ser melhor que somos,
Porém creio que em nossos cromossomos
Não existe a partícula do juízo.

 

Anúncios