Se me perguntam se eu sou hipertenso,
Logo respondo que isto é bem variável;
Numa sala de espera, vulnerável,
Não importa o doutor, eu fico tenso!…

Esperando por horas, meu bom senso
Desarranja-se, ante o insuportável,
E acaba se rendendo, é inevitável,
Vendo a pressão subir, todo indefenso.

Se de um lado o doutor traz-nos a cura,
O que eles fazem com a criatura
E algo que até beira o desumano…

O fiel da paciência desarranja
E mesmo alguém que calma sempre esbanja,
Fica mais animal que ser humano.

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