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Não gosto de doutor que faz aborto
Porque entrega à sua mãe um filho morto
Quando estudou para cuidar da vida.
No tempo de ideal, quando em estudo,
Jurou sempre salvar, vejo, contudo
Que ao dinheiro só agora dá guarida!…

Que triste é ver doutor que é assassino,
Matar uma menina ou um menino,
Que repousa no ventre da mulher,
Tratando-o bem pior que trata um bicho
Atirando seu resto em pleno lixo
Como se fora uma coisa qualquer.

Não gosto de doutor que é leviano
E que só ficar rico tem por plano,
Destruindo uma vida sem piedade…
É tão frio, insensível, desumano,
Que é difícil chamar de ser humano
Quem age com tamanha leviandade.
 
Não posso ver agindo desse jeito
Alguém que deveria ter respeito
Pelo ser que pretende reencarnar,
Pois traz programação já definida
Sabendo bem o que fazer da vida,
Mas vem o vil doutor para o matar.

Doutor, se a sua mãe o impedisse
De nascer, hoje a sua cretinice
Não faria maldade como faz…
Cuidado, seu doutor porque o futuro
Tudo há de lhe cobrar, e até com juro,
E o senhor nunca mais há de ter paz.

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Equívocos do egoísmo.

– Eu penso somente em mim e depois nos meus afins e o restante que se lixe; não ligo pra quem é mixe, só penso em minha família, minha mulher, filho, filha… Não quero saber se o povo come sempre arroz com ovo, enquanto eu sempre me farto, comendo o que há de melhor, tendo tudo ao meu redor, mantendo-me belo e harto. Isso é porque eu mereço e sempre pago algum preço para ser assim feliz, nada tirei de ninguém e duvido que haja alguém, que diga que isso eu fiz.

– Cuidado caro colega, que você leva uma esfrega e toda empáfia termina, a mocidade envelhece, toda a beleza fenece, passa-lhe o tempo por cima. E quando menos espera, já se foi a boa era de fartura e juventude, por isso a sua atitude de fechar-se no egoísmo pode jogá-lo no abismo mais cedo do que imagina e viver sempre por baixo, acaba sendo a sua sina.

– Você é muito pessimista, fique por perto e assista ao meu sucesso completo; tenho família ajustada, para nós não falta nada e de amor estou repleto. Não aceito o mau agouro que vai transformar meu ouro em desprezado ouropel. Digo-lhe, eu estou seguro, já garanti meu futuro, faço bem o meu papel. E por mais que rogue praga, a vida boa não acaba nem envenena o meu mel.

 – Daqui a pouco morre a esposa e igual a uma mariposa os filhos casam e voam; a velhice vai chegar e sem que possa esperar, muitas doenças ecoam. Vai lhe advir a surdez, e sem esperar, talvez, outras e outras virão. A visão vai ficar turva, e já na primeira curva os seus pés tropeçarão. Tenha sempre algum amigo, pois na hora do perigo  ele é a sua salvação, amparando-o em seu vacilo, podendo até dar-lhe asilo, no fundo do coração. 
O amigo é uma riqueza, disso pode ter certeza, quando é mesmo verdadeiro. Todos precisamos dele, inda mais se for aquele que faz de nós o primeiro; aquele amigo sincero que não usa lero-lero na hora de ser fraterno, é um enviado de Deus, para, bem mais do que os seus, ser o apoio firme e terno. Se tiver ao menos um, dos que não é qualquer um que possa ter nesta vida, pode marchar confiante, pode ir seguindo adiante, pois terá sempre guarida. 

Não vou cair… Não senhor…
Porque Deus é meu amparo,
E todo estrago eu reparo,
Com a força do meu louvor.

Tenho pra Cristo, valor.
Ele é meu anteparo
E ajuda se me deparo,
Com o sofrimento ou a dor.

Força má não prevalece.
Conto com a força da prece,
Arma certa pra vencer.

Se a aflição me bate à porta,
Logo Jesus me conforta,
Faz-me rejuvenescer.

Dornélio B. Meira
João Pessoa, PB, 29/04/2011

 

Não sou poeta porque quero,
Porém o verso eu venero
E ele me vem de repente,
Pegando-me distraído,
Sempre tão desprevenido,
Com argumento envolvente…

Eu desconheço o enredo,
Mas, juro, até tenho medo
Das mensagens que ele traz.
Pois não sabendo o assunto
Pode ser que venham junto
Notícias de guerra e paz.

Porém se em sua comédia
Ele falar de tragédia
O que importa é o conteúdo
Que me faz fazer poesia
Para alegrar o meu dia
E aprimorar meu estudo…

Se Deus me deixa captar
Idéias que estão no ar
Para formar minha rima,
É sinal que Deus por mim
Tem, eu concluo por fim,
Amor de Pai, grande estima!

Vou terminando o relato
Pois desconheço, de fato,
O que cada uma me diz;
Eu só sei que no Universo
É uma bênção fazer verso
Para viver mais feliz.

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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