Não gosto de doutor que faz aborto
Porque entrega à sua mãe um filho morto
Quando estudou para cuidar da vida.
No tempo de ideal, quando em estudo,
Jurou sempre salvar, vejo, contudo
Que ao dinheiro só agora dá guarida!…

Que triste é ver doutor que é assassino,
Matar uma menina ou um menino,
Que repousa no ventre da mulher,
Tratando-o bem pior que trata um bicho
Atirando seu resto em pleno lixo
Como se fora uma coisa qualquer.

Não gosto de doutor que é leviano
E que só ficar rico tem por plano,
Destruindo uma vida sem piedade…
É tão frio, insensível, desumano,
Que é difícil chamar de ser humano
Quem age com tamanha leviandade.
 
Não posso ver agindo desse jeito
Alguém que deveria ter respeito
Pelo ser que pretende reencarnar,
Pois traz programação já definida
Sabendo bem o que fazer da vida,
Mas vem o vil doutor para o matar.

Doutor, se a sua mãe o impedisse
De nascer, hoje a sua cretinice
Não faria maldade como faz…
Cuidado, seu doutor porque o futuro
Tudo há de lhe cobrar, e até com juro,
E o senhor nunca mais há de ter paz.

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