You are currently browsing the monthly archive for junho 2011.

Vi a vitória na luta de um guerreiro
Que tudo fez para seguir na vida,
Com a família e também com sua lida,
Por este mundo onde se é passageiro!…

Ele é um exemplo grande e alvissareiro,
Por que aos seus filhos sempre deu guarida
Nenhuma luta ele viu perdida,
Ficou no leme como o timoneiro.

Sofreu, calado, dores lancinantes
Que o assediaram em muitos instantes,
Mas finalmente viu de novo a luz…

E hoje de volta ao seu sereno lar,
Só ve razões para comemorar
E agradecer ao meigo e Bom Jesus!

Ao poeta Jorge Mariano Alves, que passou por safenas e mamárias, depois de vários meses hospitalizado e hoje comemorando o sucesso da cirurgia.

 

Anúncios

O tédio (The clown – o palhaço)
Heinrich Heine – 1797 (Dusseldorf) – 1856 (Paris)

Venho consultá-lo doutor
A enfermidade que me punge e que me martiriza,
Negro cancro que nunca cicatriza…
Creio curareis o mal insano
Que me atrofia o cérebro e me esmaga
Tenho um coração que não palpita,
Uma cabeça que não pensa, não divaga.
Um negro tédio me envenena os dias,
Tédio que mata, tédio que assassina,
Como os beijos vendidos nas orgias
De uma intérmina noite libertina.
O sábio, meditava em face do cliente:
Tem razão, o senhor está muito doente.
Porém essa doença estranha que o devora,
Comum e conhecida nos tempos de agora,
Uma simples emoção, um leve sentimento,
Operam num momento o milagre da cura.
Diga-me: Nunca amou?
Nunca sentiu seu peito amargurado bater de encontrão
Ao coração apaixonado?
Não!
É preciso aturdir-se e mover-se, meu caro,
Em busca de um prazer, mas de um prazer bem raro…
Já foi ao oriente, à Grécia, à Terra Santa,
Lá onde tudo fala e tudo canta
Um passado já morto de mortas tradições,
Que amesquinham, no entanto, as novas gerações?
Viajei, viajei como judeu errante da lenda secular
E entre tantas mulheres que meu lábio beijou
Nenhuma só, sequer, deixou de ser para mim uma estranha mulher.
Voltei como partira; o mal é sem remédio;
Cura-se tudo, mas não se cura o tédio.
Vá ao circo, senhor,
Talvez a arlequinada do palhaço querido
Que as multidões não cessam de aplaudir
Lhe desperte a alegria que falta à boa gargalhada.
Já vejo,meu doutor, que o mal é incurável.
O clown de que fala, o clown inimitável
Que as multidões diverte a rir no Coliseu,
O riso que ele tem é um riso aparvalhado,
Que só misérias encobrem, um riso desgraçado,
O palhaço, sou eu!!!

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
junho 2011
S T Q Q S S D
« maio   jul »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Leituras

  • 55,057 poetas

Entre com seu email para assinar este blog e receber notificações de novos artigos postados.

Junte-se a 27 outros seguidores